AFROAMAZONAS
Movimento Afro-descendente do Amazonas

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Alguns dados estatísticos:

LEMBRANDO QUE O IBGE DEFINE (ASSIM COMO O PRÓPRIO MOVIMENTO NEGRO) POPULAÇÃO NEGRA COMO A SOMA DOS AUTO-DECLARADOS PRETOS E PARDOS, NO ENTANTO  NO AMAZONAS  E OUTROS ESTADOS DO NORTE EXISTE UMA PECULIARIDADE QUE TORNA  INEXATA AS ESTATÍSTICAS, POIS A MAIORIA DOS PARDOS (EM PERCENTUAL OFICIALMENTE INDETERMINADO) É NA REALIDADE INDIGENA-DESCENDENTE AO CONTRÁRIO DO RESTO DO BRASIL ONDE OS PARDOS SÃO SALVO MÍNIMAS EXCEÇÕES  DE ORIGEM DOMINANTEMENTE AFRICANA, CABE LEMBRAR TAMBÉM QUE A POPULAÇÃO DE TODA A REGIÃO NORTE CORRESPONDE A APENAS 7,8% DA POPULAÇÃO DO PAÍS. POR COMPARAÇÃO NOTA-SE QUE A POPULAÇÃO PARDA DE ORIGEM AFRO EM TODAS AS OUTRAS REGIÕES DO PAIS É SEMPRE DE  4 A 6 VEZES MAIOR QUE A AUTO-DECLARADA PRETA E NA MÉDIA NACIONAL  CERCA DE 7,5 VEZES MAIOR PODEMOS ENTÃO INFERIR QUE A POPULAÇÃO PARDA DE ORIGEM AFRO NO AMAZONAS É DA ORDEM DE  21% DA POPULAÇÃO O QUE SOMADO AOS 4,1% DE PRETOS AUTODECLARADOS GIRARIA EM TORNO DE 25% DA POPULAÇÃO DO ESTADO (OU SEJA..., É  A MESMA PROPORÇÃO DE POPULAÇÃO "BRANCA", É SEIS VEZES MAIOR QUE A POPULAÇÃO INDÍGENA E A METADE DA POPULAÇÃO PARDA INDIODESCENDENTE ), DESMONTANDO ASSIM O MITO DA INEXISTÊNCIA OU INSIGNIFICÂNCIA DA PRESENÇA NEGRA NO AMAZONAS.

Abaixo, resumo de estatísticas de variadas fontes (NO FINAL DA PÁGINA HÁ LINKS DIRETOS PARA PESQUISAS NOS SITES DO IPEA E DIEESE )

DADOS DO CENSO 2010

 

 A desigualdade em números

 

* dados acima censo de 2010

Independente das controversas estatísticas sobre a presença de Negros (pretos e pardos) nas Universidades , uma coisa é clara nas salas de aula... a sua ausência ou enorme inferioridade numérica é visível ... e se lá estão... com certeza não é nos cursos mais requisitados como Medicina, Direito, Engenharia e outros ... estão na sua imensa maioria nos cursos menos prestigiados..., sem cotas isto não mudará  .
 

 

 A DESIGUALDADE NA UNIVERSIDADE

Tabela de cor na Universidade : Número de formandos por cor/2000, em % *

 

CURSOS

BRANCOS PRETOS PARDOS

Administração

83,3

1,6 10,9

Direito

84,1

2,0 10,8

Engenharia Civil

81,2

1,8 12,4

Engenharia Química

82,8

1,8 11,0

Medicina Veterinária

84,9

1,1 9,5

Odontologia

85,8

0,7 8,4

Matemática

73,4

3,5 20,0

Jornalismo

81,5

2,9 11,5

Letras

70,9

3,9 21,6

Engenharia Elétrica

79,8

1,5 12,0

Engenharia Mecânica

81,0

1,9 11,6

Medicina

81,6

1,0 12,3

Economia

77,9

2,9 15,7

Física

72,8

3,5 18,5

Química

75,0

3,6 17,9

Biologia

74,9

2,5 19,2

Agronomia

83,3

1,6 11,8
*Fonte/INEP, dados dos questionários dos formando no Provão 2000 e elaborados pelo DIEESE.

 OBS. essa realidade já se alterou desde a implatação da cotas universitárias em 2003

Negros e mulheres ganham 47,8% menos que homens brancos

FABIANA FUTEMA
da
Folha Online
29/08/2001 - 11h22
Negros e mulheres continuam sendo duramente discriminados pela sociedade. Uma das faces do problema pode ser medida pelo mercado de trabalho, que paga salários menores para esses dois grupos.

Pesquisa divulgada hoje pela Fundação Seade mostra que, na mesma função, homens negros (R$ 639) e mulheres (R$ 652) recebem salários até 47,8% inferiores aos pagos para trabalhadores brancos do sexo masculino (R$ 1.236).

ver a matéria integral em  : http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u29973.shl

 

DESEMPREGO É MAIOR ENTRE AS PESSOAS NEGRAS   

 

Tabela 1 - Taxas de Desemprego segundo Raça
Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em %)

 

Regiões Metropolitanas

 

Taxas de desemprego

 

Diferença entre as taxas de negros e não-negros
 

 

Negros

 

Não-negros
São Paulo 22,7 16,1 41%
Salvador 25,7 17,7 45%
Recife 23,0 19,1 20%
Distrito Federal 20,5 17,5 17%
Belo Horizonte 17,8 13,8 29%
Porto Alegre 20,6 15,2 35%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego
Elaboração: DIEESE

E pior ainda para as mulheres negras

Tabela 2 - Taxas de Desemprego por Sexo segundo Raça
Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em %)

 

Regiões Metropolitanas
Negros Não-negros Diferença entre as taxas
Mulheres Homens Mulheres Homens Mulheres negras e mulheres não-negras Homens negros e homens não-negros

São Paulo

25,0

20,9

19,2

13,8

19,6%

51,4%

Salvador

27,6

24,0

20,3

15,2

36,0%

57,9%

Recife

26,3

20,5

22,6

16,2

16,4%

26,6%

Distrito Federal

22,4

18,9

21,0

14,2

6,7%

33,1%

Belo Horizonte

20,5

15,8

16,8

11,5

22,0%

37,4%

Porto Alegre

22,7

19,2

18,1

13,1

25,4%

46,6%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego
Elaboração: DIEESE

 

ONU ataca 'mito' da democracia racial no Brasil

18/11/2005 - 11h00

da BBC, em Londres

Um relatório sobre o desenvolvimento humano no Brasil que a ONU divulga nesta sexta-feira reunindo uma série de indicadores sociais e econômicos do país concluiu que, em todos eles, os negros brasileiros estão em situação desfavorável.

O relatório mostras que a desigualdade se dá em áreas como renda, saúde e educação. Além disso, o trabalho faz comparações para mostrar que a situação não tem se alterado nas últimas décadas.

“Os dados apenas corroboram o que está à vista de qualquer observador: quanto mais se avança rumo ao topo das hierarquias de poder, mais a sociedade brasileira se torna branca”, diz o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), órgão da ONU que produziu o levantamento.

Desenvolvimento humano

O levantamento do Pnud utiliza os indicadores pesquisados para revelar outro aspecto da desigualdade entre brancos e negros no Brasil.

Em 2002, o Brasil ficou em 73° lugar no ranking do IDH (índice de desenvolvimento humano, elaborado pela ONU). Mas o estudo indica que, se as populações brancas e negras representassem países diferentes, a distância entre os dois grupos seria de 61 posições.

O relatório diz que o ‘Brasil branco’ ficaria em 44° lugar no ranking, junto a países como a Costa Rica e à frente da Croácia, por exemplo. Já o ‘Brasil negro’ seria o 105° colocado, com o mesmo índice de El Salvador e atrás de países como o Paraguai.

O estudo também afirma que as desigualdades raciais se combinam às desigualdades regionais.

Um grupo formado apenas pelos brancos do Sudeste ficaria na 37ª posição, com índice semelhante ao da Polônia. Já os negros do Nordeste teriam condições de vida semelhantes às da Bolívia e ocupariam o 115° lugar.


ver a matéria integral em : http://noticias.uol.com.br/bbc/2005/11/18/ult2363u4875.jhtm

 

Poucos Negros na Elite

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, com base em dados da Pnad, do IBGE. Os números apontam que em 2004, os afrodescendentes eram 15,8% da elite (representada pelo 1% mais rico do País), um avanço em relação aos 9,1% verificados em amostra semelhante realizada em 1992. “Esse é um resultado importante que deve ser festejado”, disse à DINHEIRO Hélio Santos, professor da Fundação Visconde de Cairu, da Bahia. Segundo ele, essa mudança começou a acontecer graças a uma série de políticas públicas voltadas para a inclusão social dos negros que começaram a ser desenvolvidas a partir dos anos 90. “Mas o ideal seria estar nos 25%”, afirma. O economista Mário Theodoro, da Universidade de Brasília, concorda. Ele, a pedido do Instituto Ethos, mensurou quanto o racismo custa para o Estado brasileiro e chegou a um número: R$ 67,2 bilhões. Esse, segundo ele, é quanto o Brasil deixou de investir ao longo da História –e que teria de investir a partir de agora-- para reduzir o fosso que existe entre negros e brancos quando se fala em educação, habitação e saneamento. “

ver na íntegra em : http://www.terra.com.br/istoedinheiro/455/economia/negros_elite.htm

 

 

Institutos de pesquisa

O IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada conduziu várias pesquisas estatísticas sobre a discriminação racial e de gênero no mercado de trabalho, condições de vida e Educação
Clique aqui para baixar a apresentação powerpoint "Desigualdades raciais no Brasi " feita pelo IPEA
Clique aqui para abrir arquivo PDF , pesquisa "Gênero e Raça no Mercado de Trabalho"- IPEA
Acesse aqui diversas pesquisas sobre discriminação direto do site do IPEA

O DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  - mantém também indicadores precisos sobre o Mercado de trabalho, ocupação por raça e gênero, veja o MAPA DA POPULAÇÃO NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO